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Contrariando as previsões pessimistas, nos últimos anos as elasticidades emprego – produto parecem ter recuperado valores elevados, inclusive no que se refere ao emprego formal. No entanto, a menos que o país alcance de forma sustentada taxas bem mais elevadas de crescimento, o peso das formas de inserção mais precárias deverá permanecer significativo. Da mesma forma, a persistente recuperação do valor do salário mínimo, desde o final da década passsada, não tem causado maiores prejuízos, seja ao nível de emprego, seja às finanças públicas, enquanto tem contribuído para a melhoria da distribuição da renda e dinamização do mercado interno. O crescimento acelerado e sustentado é a melhor política de emprego mas, ainda que venha a ocorrer, cabe esperar que um contingente razoável da PEA, principalmente os jovens, tenha dificuldades de inserção. Em relação a este, que políticas adotar? Cabe fazer um balanço da efetividade das políticas ativas de emprego, principalmente daquelas voltadas à qualificação do trabalhador. Como caminha a tão desejada integração entre as várias políticas de emprego (seguro desemprego, intermediação de mão-de-obra e capacitação)?
Mais, até que ponto a informalidade é uma imposição da existência de atividades de baixa produtividade ou uma falha da fiscalização, inclusive quanto a formas de burlar a CLT (cooperativas, falsas empresas, etc.).
Finalmente, quanto às reformas sindical e trabalhista: por que e o quê mudar? |